Iara Guimarães Altafin
Empresas de telefonia fixa ou móvel poderão ser proibidas de oferecer
serviço que impeça a identificação do número originador da chamada e também de
cobrar valor adicional pelo serviço de identificação do número que fez a
ligação. As medidas visam impedir ligações que permitam o anonimato de
quem discou, como as que, em vez de informar o numero de origem, dispõem as
expressões “bloqueado”, “restrito” ou “não identificado”.
As normas constam do PLS 433/2013,
do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), aprovado nesta terça-feira (18) pela
Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle
(CMA).
Vital ressalta que chamadas não identificadas têm sido utilizadas pelo
crime organizado, estelionatários e chantagistas, “que procuram aterrorizar
suas vítimas sob o manto do anonimato”.
Ele lembra “casos de cidadãos que vieram a falecer de infarto durante o
golpe do sequestro por telefone, acreditando que o suposto sequestrador
estivesse de fato com um ente querido”.
Se o número do telefone fosse identificado, diz ele, a polícia poderia
rastrear e prender os bandidos. Mas essa possibilidade se perde pela demora do
procedimento previsto na legislação em vigor – apresentação de denúncia para
obtenção do número de origem da chamada –, favorecendo o bandido, “que tem por
hábito mudar de celular rotineiramente”.
Telemarketing
Vital do Rêgo também quer evitar que ligações do tipo “restrito” ou “não
identificado” sejam usadas por call center, telemarketing ou empresas de
cobrança para campanhas agressivas ou assédio moral, ferindo direitos previstos
no Código de Defesa do Consumidor.
Ele quer assegurar que em todas as ligações telefônicas seja informado
número de telefone de quem discou, de forma a permitir o imediato retorno da
chamada, se necessário.
O relator da matéria na CMA, senador Ivo Cassol (PP-RO), apresentou
mudanças para aperfeiçoar a redação das normas legais propostas, reunidas em um
substitutivo. A matéria segue para análise da Comissão de Ciência, Tecnologia,
Inovação, Comunicação e Informática (CCT).
Fonte: Agência Senado
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