Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
Edição: Nádia Franco
A captação de 1 bilhão de euros, feita hoje (27) pelo governo
brasileiro, mostra a confiança dos investidores internacionais na economia do
país, disse o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Segundo ele, o
fato de o Tesouro ter captado os recursos com juros baixos indica que o Brasil
continua atrativo para os aplicadores estrangeiros, apesar do rebaixamento da
nota do país pela agência de classificação de risco Standard & Poor's no
início da semana.
“A emissão mostra a força dos
fundamentos da economia brasileira. Indica a visão de confiança do mercado
internacional em relação ao país”, afirmou o secretário. Ele ressaltou que o
resultado ajudará as empresas brasileiras a captar recursos no mercado europeu
com juros mais baixos.
Na operação de hoje, o Tesouro Nacional captou 1 bilhão de euros em
títulos de sete anos com juros de 2,961% ao ano. A taxa é bem inferior à de
5,448% ao ano registrada na última vez em que o governo brasileiro emitiu
títulos em euro, em janeiro de 2006.
Nas emissões externas, o governo pega dinheiro emprestado dos
investidores internacionais por meio do lançamento de títulos da dívida externa
com o compromisso de devolver os recursos com juros.Taxas menores de juros
indicam menor grau de desconfiança dos investidores de que o Brasil não
conseguirá pagar a dívida.
O secretário informou que o Tesouro Nacional estuda fazer uma emissão em
iene, no mercado japonês. Ele negou que a decisão do Tesouro de fazer um
lançamento de títulos em euros nesta quinta-feira tenha sido motivada pelo
corte da nota do governo brasileiro pela Standard & Poor's. “A captação
estava prevista desde o anúncio do Plano Anual de Financiamento [no fim de
janeiro]. Não mudamos o cronograma por causa desse evento [o rebaixamento do
Brasil]”, reiterou.
Segundo Augustin, o Tesouro optou por emitir títulos de sete anos porque
esse é o mercado mais usado pelas empresas brasileiras que captam recursos na
Europa. Na última operação do tipo, em 2006, o governo brasileiro havia lançado
papéis de nove anos em euro. “Da mesma forma que o mercado mais tradicional das
emissões em dólar são de títulos de dez anos, no mercado em euro, a maioria das
captações se dá em sete anos”, explicou.
Fonte:
Agência Brasil
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