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Sexta-feira,
19 de outubro de 2018, 14h50
O Ministério da Educação acaba de lançar um aplicativo para ajudar
diretores, professores e alunos a medir o uso da tecnologia em cada uma das 146
mil escolas do país. Trata-se do Educação Conectada, gratuito e disponível a
todos no Google Play e Apple Store. O aplicativo identifica, por meio de
perguntas simples, o grau de adoção de tecnologia na sala de aula e o quanto
ela está contribuindo para a melhoria do processo de ensino.
O aplicativo foi desenvolvido pelo MEC, no âmbito do Programa de
Inovação Educação Conectada, criado pelo Governo Federal para apoiar a
universalização do acesso à internet em alta velocidade nas escolas e fomentar
o uso pedagógico de tecnologias digitais na educação básica. O programa tem
quatro dimensões: visão, formação, recursos educacionais digitais e
infraestrutura. Contratar serviços de internet e adquirir equipamentos já estão
entre as possibilidades fornecidas por meio do programa. Agora, com o
aplicativo, cada escola vai poder fazer um melhor diagnóstico e levantar as necessidades
em relação a implantação ou melhoria do uso da tecnologia em sala de aula.
“Neste primeiro momento, o MEC não vai computar os dados, ou seja, os
resultados vão servir de base para que os diretores identifiquem as
necessidades e também como subsídio para o planejamento de ações, como o
preenchimento do Simec em 2019, que é o plano de metas de cada escola para os
próximos quatro anos”, explica Marlucia Amaral, coordenadora geral de
Tecnologia e Inovação do MEC.
A navegação do aplicativo é simples, feita até mesmo para quem não está
familiarizado com a tecnologia. Tudo de forma orgânica e intuitiva. E as
questões respondidas vão indicar se a escola está em um nível emergente, que é
a fase inicial de implantação de tecnologia; básico, quando já há o uso por
professores e alunos, embora de uma forma limitada; intermediário, quando a
tecnologia é utilizada mais frequentemente em sala de aula, como facilitador do
ensino e da gestão; e, por fim, avançado, aquela escola que se apoia
diariamente na tecnologia para contribuir significativamente para a melhoria
dos processos de ensino, aprendizagem e de gestão.
No fim, o aplicativo gera um gráfico explicando o que a escola precisa
fazer para conquistar um quadro mais favorável em relação à aplicação da
tecnologia.
No próximo ano, o MEC vai levantar os dados das escolas para saber como
cada uma está em relação à formação (preparação do professor), à conexão, ao
uso de recursos educacionais por meio da tecnologia e à infraestrutura.
Diagnóstico - O objetivo do aplicativo também é oferecer
aos gestores a opção de simular diversos quadros e ajudá-los a entender as
necessidades da escola. “Depois de responder as perguntas, o diretor vai
descobrir a situação de sua escola em relação ao uso da tecnologia e vai poder
trabalhar com esses dados. Ele pode voltar, por exemplo, e ver em que situação
a instituição estaria se estivesse fazendo isso ou aquilo, dentro das opções
oferecidas pelo aplicativo”, ressalta Marlucia. “Ele vai começar a entender que
para a escola chegar ao nível avançado é necessário seguir esses e aqueles
critérios. E essas orientações que aparecem no final do diagnóstico podem ser
complementadas na página do Programa de Inovação Educação Conectada, onde estão
todas as informações sobre o programa.”
Conectividade – Segundo as metas do Programa de Inovação
Educação Conectada, todas as 146 mil escolas do Brasil devem ter acesso à
internet de alta velocidade até o ano de 2024. Atualmente, cerca de 18 mil já
contam com o recurso. A perspectiva é que de nos próximos meses o alcance seja
de 22 mil escolas, o que significa 12,8 milhões de alunos ou 40% das matrículas
dos ensinos fundamental e médio.
Assessoria de Comunicação Social
Fonte: Portal
MEC
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