Isabela Vieira*
Repórter da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – A notícia que a próxima
Jornada Mundial da Juventude (JMJ) será em Cracóvia, na Polônia, em 2016, foi
dada pelo papa Francisco, durante a Missa de Envio, antes da oração do Angelus,
e foi recebida com muitos aplausos e alegria pelos fiéis. A missa é a última
celebrada por Francisco no Rio. Logo após a oração, muitos gritaram o nome do
país e do papa João Paulo II, em cujo pontificado começaram a ser realizadas as
jornadas da Juventude.
Bandeiras da Polônia são agitadas a todo momento e
faixas com o nome de João Paulo II são erguidas pelos que acompanharam a
cerimônia. Um grupo de 30 pessoas, que vieram de Varsóvia, comemorou a
confirmação da escolha da cidade de Cracóvia para a próxima jornada e convidou
os brasileiros a conhecer a Polônia.
Um deles, o padre Krystian Chmiefewski, disse que
vai ser difícil fazer uma JMJ melhor que a do Brasil. “Para nós, apesar de
tudo, o Rio foi melhor do que Madri [em 2011] e que a Alemanha [em Colônia, em
2005]. O espírito do povo, alegre e fácil, inclusive dos motoristas de ônibus,
que pararam inúmeras vezes para nos deixar tirar fotos, é uma coisa
incrível no Brasil", elogiou Chmiefewski.
O estudante Mikhal Sadownikis, de 18 anos,
ressaltou que é difícil imaginar tantas pessoas reunidas na Polônia, mas disse
que receberá com a mesma hospitalidade os brasileiros e pessoas de outras
naçãoes que forem à próxima jornada. “Estou muito feliz, venham para a minha
cidade. Vou recebê-los na minha casa.”
Reunidos nas areias da Praia de Copacabana, entre o
Posto 5 e o 6, onde passaram a noite, dez jovens da cidade de Gdynia, na
Polônia, ficaram emocionados com a escolha de uma cidade polonesa para sede da
próxima jornada.
"A Polônia merece. Somos um grupo grande de
católicos, mas as pessoas não praticam, não vão à igreja. A Jornada
Mundial da Juventude vai dar esperança ao povo polonês, que também tem sofrido
com a situação política", disse Patrick Lehmann, de 18 anos.
Todos os integrantes do grupo convidam os
brasileiros a conhecer Cracóvia. "Venham, vocês vão gostar, vamos
retribuir", reforçou o padre Krystian.
Ao comentar a escolha de Cracóvia para sede da
próxima JMJ, o arcebispo da cidade, dom Stanislaw Dziwisz, que participou da
missa, disse que os poloneses esperaram muito por este momento. Segundo ele, há
um grande entusiasmo, não só entre os jovens poloneses, mas entre todos os que
estão no Rio. "Estou seguro de
que, neste momento, em Cracóvia, a alegria é incontida, porque é desejo de
todos ser tocados com mais profundidade ainda pelo amor de Cristo", afirmou
o arcebispo.
"Esta decisão é uma expressão de gratidão a
Deus pela próxima canonização de João Paulo II. É um ato que dá continuidade à
grande obra de João Paulo II: um patrimônio que devemos levar adiante",
concluiu dom Dziwisk. Morto em 2005, João Paulo II foi arcebispo de Cracóvia,
que fica a 50 quilômetros de Wadowice, sua cidade natal.
Desde o pontificado de Bento XVI, a Jornada Mundial
da Juventude é realizada de três em três anos. Como o último encontro foi em
2011, em Madri, a jornada que se encerra hoje no Rio seria em 2014, mas
foi antecipada para não coincidir com a Copa do Mundo, que será realizada no
próximo ano, nesse período, no Brasil. Com a JMF de Cracóvia marcada para 2016,
retoma-se o intervalo de três anos entre os eventos.
*Colaborou Vinicius Lisboa
*Com informações da Rádio Vaticano
*Com informações da Rádio Vaticano
FONTE
Agência Brasil
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