quarta-feira, 7 de março de 2012

Construção de nova base antártica deve começar no verão de 2013

A informação é do ministro da Defesa, Celso Amorim, que em audiência no Senado estimou os custos da obra em R$ 100 milhões
O ministro da Defesa, Celso Amorim, informou ontem aos senadores que a construção de nova base científica na Antártica só deve começar no verão de 2013/2014 e pode custar cerca de R$ 100 milhões. A unidade vai substituir a Estação Comandante Ferraz, parcialmente destruída por incêndio em 25 de fevereiro.Durante audiência conjunta das comissões de Ciência e Tecnologia (CCT), Meio Ambiente (CMA) e Defesa Nacional (CRE), o ministro esclareceu que será elaborado um pré-projeto este ano. Depois, será necessário submeter o projeto detalhado aos países integrantes do Tratado da Antártica, o que deve ocorrer em maio de 2013. — A experiência nos mostra que, entre o projeto e a construção de uma base na Antártica, são necessários de três a quatro anos, desde que os recursos venham de maneira contínua — explicou o ministro. O valor exato para erguer a nova estação não foi especificado por Celso Amorim. Todavia, segundo ele, o custo médio de uma estação moderna e de porte "razoável" é de cerca de R$ 100 milhões. O plano de construção deve levar em consideração experiências de outros países, como Espanha e Coreia do Sul, que acabaram de construir bases naquele continente. O professor e diretor do Centro Polar e Climático da Universidade do Rio Grande do Sul (UFRGS), Jefferson Simões, informou que o incêndio não paralisou totalmente as pesquisas e cerca de 60% dos projetos estão preservados. A preocupação, agora, acrescentou, é manter plenamente os trabalhos que não foram afetados. O pesquisador informou que grande parte dos dados referentes às pesquisas está no Brasil. Como observou, "um cientista maduro não iria perder seus dados de décadas numa tacada só". Até a construção da nova base, os profissionais poderão trabalhar com a ajuda de dois navios polares: o Ary Rongel, mais no apoio logístico; e o Almirante Maximiano, com cinco laboratórios e capaz de acomodar 35 pesquisadores. Além disso, os estudos devem continuar em módulos emergenciais, a serem construídos com habitabilidade e estrutura de pesquisa, e nos laboratórios da base que não foram diretamente atingidos pelo incêndio. Os senadores foram unânimes na defesa das pesquisas e da presença na Antártica. O presidente da CMA, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que comandou a audiência, ressaltou que o Programa Antártico "tomará outra dimensão" após o acidente. Já o presidente da Frente Parlamentar Pró-Antártica, Cristovam Buarque (PDT-DF), reafirmou o compromisso de continuar lutando por mais recursos.
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Cristovam Buarque
Rodrigo Rollemberg
FONTE
Portal do Senado

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