quarta-feira, 20 de julho de 2011

SETOR DE SERVIÇOS JÁ RESPONDE POR 70% DA MÃO DE OBRA NO PIB DO PAÍS

O setor de serviços vem garantindo a expansão do emprego nos últimos dez anos e aumentando progressivamente a participação no Produto Interno Bruto (PIB), disse à Agência Brasil o presidente da Confederação Nacional de Serviços (CNS), Luigi Nesse, ao comentar a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada ontem (19/07/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo ele, o setor representa atualmente 69% do PIB e participa com 70% da mão de obra empregada no país. "Essa participação vem crescendo nos últimos 20 anos e, nos últimos três, chegou a aumentar 2 pontos percentuais na totalidade do PIB", declarou.
Para o presidente da CNS, esta participação poderá crescer ainda mais: entre 5% a 10% do PIB. Para isso, defende medidas de desoneração na folha de pagamento das empresas.
"Há, sem dúvida, a necessidade de que o governo desonere o peso da mão de obra na folha de pagamento das empresas, o que poderá aumentar ainda mais a empregabilidade no setor. Nós já estamos trabalhando com o governo, que está empenhado neste sentido. Parece-me que nos próximos dias a presidente Dilma (Rousseff) vai anunciar alguma coisa".
Luigi ressaltou, ainda, que o aumento da participação do setor na geração de emprego e em sua relação direta com o PIB é uma tendência mundial. "Esta tendência já pode ser verificada nos grandes países como os Estados Unidos, onde o setor de serviços chega a representar 79% do PIB; e na União Europeia onde ela é também de 70%".
Para ele, no caso do Brasil, a melhora na taxa de desemprego do país constatada pela Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, reafirma exatamente está tendência.
O presidente da CNS alerta, porém para o fato de que já começa a faltar mão de obra qualificada em vários dos segmentos, como o de tecnologia da informação, da construção civil -- setor que demanda inclusive mão de obra de baixa qualificação - e também nas áreas de telemarketing e teleatendimento.
"Juntamente com os subsetores de feiras e congressos e, principalmente, o de telefonia, que registraram uma grande expansão na demanda por mão de obra - onde existe uma rotatividade muito grande em razão exatamente da falta de qualificação do trabalhador".
A Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE indica que em junho a taxa de desocupação era de 6,2%, a menor para os meses de junho desde o início da série histórica em março de 2002. Mostra, ainda, um nível de ocupação de 53,5% da população economicamente ativa do país - o equivalente a 22,4 milhões de trabalhadores.
AGRICULTURA É DESTAQUE NA GERAÇÃO DE EMPREGOS
O setor da agricultura foi o que teve o melhor desempenho no mês de junho de 2011. O saldo de empregos na área foi 75.227. O saldo positivo se deu por causa das culturas de café e de frutas cítricas. Em seguida, está o setor de serviços com 53.543 empregos e, em terceiro, o setor de construção civil, com mais 30.531 trabalhadores.
A Região Sudeste foi a que apresentou o maior número de novos empregos no mês de junho, 124.292. Em seguida vem a Região Nordeste, com a criação de 39.953 empregos e, em terceiro, está a Região Centro-Oeste, com 23.163.
Entre os estados, o que teve o maior número de novos empregos foi São Paulo, com 61.208. Seguido do estado de Minas Gerais, com 45.021 empregos e do estado do Rio de Janeiro, com 19.756. O estado do Espírito Santo foi o que teve o pior saldo de empregos no mês de junho, 1.693 negativos.O saldo do mês de junho foi 215.393 empregos e o saldo do semestre foi 1,41 milhão, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
FONTE
Agência Brasil
Nielmar de Oliveira e Roberta Lopes - Repórteres
Aécio Amado e Vinicius Doria - Edição

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